Ninguém está a salvo na “Guerra dos Tronos”

Preparem as pipocas e desliguem os telemóveis. Daqui a umas horas, regressa a série de televisão mais popular dos últimos anos: “A Guerra dos Tronos”.

Depois da morte de Tywin Lannister, a luta pelo Trono de Ferro de Westeros está ao rubro. Irá Cersei vingar a morte do pai? Como estão a crescer os três dragões de Daenerys? A muralha do Norte resistirá ao avanço dos White Walkers? É agora que chega o inverno? E o mais importante de tudo: quem é que agora vai morrer e como?

A resposta a estas e a muitas outras perguntas começa a ser dada em Portugal amanhã, às 22.20 horas, com a estreia da quinta temporada da Guerra dos Tronos no canal por cabo SyFy. A adaptação televisiva das “Crónicas de Gelo e Fogo”, de George RR Martin, tornou-se a série mais falada do mundo e conseguiu o feito invulgar de receber aplausos tanto do público como da crítica. Atingiu uma audiência média de 19 milhões de espetadores nos Estados Unidos da América (superando “Os Sopranos”), é transmitida em 170 países e foi a série mais pirateada em 2012, 2013 e 2014.

Como é que uma série de nicho do género fantástico consegue chegar ao topo? Por vários motivos. Desde logo, pela qualidade técnica. Os cenários exóticos, o guarda-roupa, a fotografia, o som, as interpretações e os efeitos especiais são do melhor que a tecnologia permite. Depois, pela complexa e viciante trama que combina intrigas palacianas e batalhas campais, sem esquecer as paixões inter e intrafamiliares (sim, há incesto…). Há alianças e traições que ombreiam com a história da Roma antiga e guerras ao estilo medieval com castelos, espadas e flechas. E tem dragões!

Até ao momento, no desenrolar da história já foram creditadas 257 personagens com nome. Portanto, não é um intriga muito fácil de seguir. Porém e felizmente, George RR Martin tem tanto ou ainda mais prazer a matar personagens do que a construí-las. Não interessa se é um protagonista amado pelo público. Na “Guerra dos Tronos” ninguém está a salvo e todos têm a cabeça no cepo. Como insistentemente se diz, na língua de Alto Valiriano, ao longo dos livros e dos episódios: “Valar Morghulis” (Todos os homens devem morrer). E nem os leitores estão livres das surpresas.

“Há pessoas que não morrem nos livros que vão morrer na série”, alertou o escritor no início deste ano. “É melhor toda a gente estar de sobreaviso. David [Benioff] e D. B. [Weiss] [cocriadores da série televisiva] são ainda mais sangrentos do que eu”. Em princípio, além da temporada que arranca amanhã, ainda haverá mais duas épocas, mas a rota para o final já está a ser traçada. “Estamos a começar a construir um crescendo, o que significa que as batalhas terão que ser maiores e as coisas ficarão mais dramáticas”, afirmou Benioff, à revista “Rolling Stone”. Portanto, haverá mais mortes surpreendentes, batalhas mais sangrentas e o encontro bélico entre oeste, de Westeros, e leste, de Essos. Do norte também chegarão novidades pois “o inverno está a chegar…” E ainda haverá dragões maiores!

Fonte:JN

About Jon

Nascido entre o Gelo e o Fogo, descendente de duas das grandes casas de Westeros, Targaryen e Stark. Um apaixonado por este mundo que nos seus tempos livres dedica-se a fazer aquilo de que mais gosta, descobrir e dar a conhecer mais sobre este mundo.